Lampejos do Ser

Vivemos em uma época de muitos conhecimentos acumulados, de muitos saberes em suas organizações próprias, ao mesmo tempo, e devido a isso, de intensas descobertas e redescobertas epistemológico científicas.

Esse acúmulo de conhecimentos foi constituído por longos fios de ideias e ideais, doutrinas, ou mesmo ideologias, que com devido refinamento conceitual podem ser interpretados como teorias. Pensamentos que tiveram e ainda têm muita influência na nossa cultura ocidental. 

Temos acesso a esse conhecimento, por meio de escritos – imagem imutável – também outras evidências arqueológicas, fazendo com que, diversas pessoas utilizassem esses mesmos materiais, como matéria prima na busca de sentido do seus ofícios, invariavelmente, no sentido de suas vidas.

Escritos Gregos – Fonte: Pixabay

Muitas pessoas, ao longo da história, tiveram interesses na contribuição ao conhecimento humano. Muitos pelo ideal coletivo de construção de uma civilização. De avanços frente à ignorância do que o ser no mundo nos impõe, posto pela nossa própria natureza. E em oposição aos ignorantes, que, eventualmente, aprisionam o poder criativo da mente humana, dando face ao nosso grande potencial destrutivo.

O trabalho artesanal dos historiadores e arqueologistas, também dos tradutores, e muitos outros curiosos, nos presenteiam com tentativa de construção de quebra cabeças do passado, do vivido. E não se enganem, é um trabalho ainda longe de estar terminado. Será que um trabalho desse se termina?

Quem se coloca a buscar compreender essas doutrinas fundamentais da Teoria do Conhecimento, invariavelmente, e por diversos autores, chega-se ao mesmo ponto, ás raízes das ideias do pensamento moderno, germinados na Grécia Antiga. Local em que os lampejos inaugurais do ser, tamanho a força desses pensamentos, nos chega até a atualidade.

Muitos autores são fontes inesgotáveis para desbravar o conhecimento humano. No início dessa série chamada Crônicas do Desconhecimento, ressalto os trabalhos de dois autores que visitaremos bastante: Nobre de Melo (1909 – 1984) e Bertrand Russell (1872 – 1970).


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Crônicas do Desconhecimento: Texto 1 – Lampejos do Ser

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1 comentário

  1. […] que só vislumbramos alguns fragmentos nesse texto. Estamos discutindo de mais de 2500 anos atrás, lampejos do ser que abriram as portas que nos trazem à civilização […]

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